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There are always two people in every picture: the photographer and the viewer.
~
Ansel Adams
Ana M. Bile
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Potugal
Lisbon
anambile[at]gmail.com
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Teach a parrot the terms "supply and demand" and you've got an economist... de: Thomas Carlyle
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Entre muitas paixões, a fotografia tem-se evidenciado como a mais marcante. O meu interesse foi-se desenvolvendo desde muito cedo e em ambiente familiar, uma vez que o meu objecto de eleição em nossa casa era a máquina fotográfica reflex analógica do meu pai, uma Minolta Dynax 7000i, que curiosamente foi lançada exactamente no ano em que eu nasci. A determinada altura, aquando do meu aniversário, recebi como presente a minha primeira máquina fotográfica, uma Konica Minolta analógica, que tinha um formato semelhante ao de uma caixinha de fósforos, de tão compacta. Recordo-me que fotografava tudo o que me chamava a atenção, experimentando todos os enquadramentos, e tentava captar tanto quanto podia num rolo de trinta e seis fotografias, dando asas indefinidas à criatividade que tanto queria libertar. Certo é que ainda hoje tenho uma caixa cheia de velhos rolos fotográficos amarelecidos pelo tempo e nunca revelados. Os ponteiros do relógio foram andando e o tempo passou, até que finalmente tive a minha segunda máquina fotográfica, desta vez da era digital: uma Sony DSC-T5 de 5,1 megapixeis com um ecran LCD de 2,5 polegadas. Com esta máquina senti uma forte mudança relativa ao antes e ao depois da fotografia, uma vez que passei a ter acesso imediato a todas as fotografias que tirava, subindo assim a minha capacidade auto-crítica. Começei então a reparar em pequeno pormenores que não me haviam despertado a atenção antes, especialmente no que tocava a retratos, o primeiro género de fotografia a atrair-me. Claro que fazia tudo em modo automático e olhando hoje para trás, foram muitas as asneiras somadas no que toca a luz, flash, focagem e outros detalhes. A minha introdução à imagem digital foi mais baseada num conceito emocional do que nos aspectos técnicos da questão; sempre me fascinaram as imagens que nos tocam o coração ou que de algum modo transmitem sentimentos e emoções assim que as vemos. Adoro um bom retrato, uma expressão genuinamente captada, um momento que é trancado naquela imagem e que podemos ver sempre que quisermos, fazendo-nos recordar esta ou aquela pessoa, este ou aquele acontecimento ou sentimento. Entretanto, comecei a colocar as minhas fotografias online através de um blog, mas este por si só não tinha a visibilidade adequada e era difícil conseguir críticas sobre as minhas fotografias; até que me foi indicado um site de fotografia onde dei início à publicação de algumas das minhas fotografias, e devo confessar que só então tomei alguma consciência da verdadeira dimensão do mundo da fotografia em Portugal, que nunca imaginara ser tão extensa. Ao longo do tempo conheci pessoas com trabalhos excepcionais e com as quais aprendi muito, nomeadamente Miguel Rita (www.miguelrita.com) e Mariza Góis, entre outras, e dei início a uma segunda fase que, a meu ver, faz parte integrante do mundo da fotografia: a pós-produção. Enquanto que ao início publicava online imagens directamente saídas da máquina, mais tarde aprendi a corrigir aspectos básicos, mas de importância extrema, como níveis de cor, brilho, contraste e equilíbrio entre pretos e brancos. Toda a fase de pós-produção é, para mim, e tal como a fotografia em si, uma linha de conhecimento contínuo, em que todos os dias aprendo mais um pouco. Desenvolvi boas amizades no campo da fotografia em Portugal, e com essas amizades surgiram oportunidades de passeios e visitas em grupo em busca da imagem perfeita, assim como uma forte onda de entreajuda e conselhos preciosos que mantenho sempre presentes em tudo o que faço. O relógio continuou o seu percurso temporal, e no ano 2006 recebi dos meus pais o melhor presente de Natal de sempre: um máquina fotográfica reflex digital, ou se preferirem, o sonho de muitos anos. Isto foi, para mim, o início de uma nova era. Aprecio fotografia num contexto geral, dando especial atenção a retratos e paisagens, os meus principais interesses, e , dentro destas áreas, abrangendo conceitos muito variados. Não me consigo cingir a um tipo de fotografia específico e manter-me sempre na mesma linha, julgo que tenho ainda uma grande sede de criatividade e sempre que vejo um bom motivo para fotografar, faço-o, não tendo a preocupação se pertence ou não a um tipo específico de trabalho. Penso que a fotografia é uma sensibilidade e, como sensibilidade que considero, está dependente de momentos e de inspiração. Adoro fotografar, adoro olhar para uma imagem e sorrir, pensando: era mesmo isto; gosto de ver o sorriso no rosto de alguém ao olhar as imagens que os meus olhos captam com a ajuda da máquina fotográfica; gosto das conversas amenas que despoletam as cores do entardecer no papel fotográfico; gosto de me inspirar nas minhas imagens e gosto de fazê-las inspiradas em mim e nos que mais amo. Sou da Ericeira, e nesta terra respira-se tranquilidade, simplicidade e maresia. São três dos aspectos que mais gosto de transmitir nas minhas fotografias. Jeito é natural, técnica é trabalho O meu arsenal fotográfico consiste numa Canon EOS 400D, um tripé SLIK SVD 30, um cabo disparador, um porta filtros série P da Cokin e um filtro neutro cinzento degradé G2, P121. No que respeita a software de edição, utilizo frequentemente Adope Photoshop CS3 e ainda Adobe Lightroom para edição em Raw, formato este em que me habituei a fotografar. Sobre técnica, tento aprender o mais possível a cada dia com os mais experientes, contudo, adapto as minhas próprias técnicas aos objectivos a que me proponho, não desprezando de modo algum as técnicas base de fotografia e tentando sempre tê-las em mente em cada passo que dou. A aquisição de uma reflex digital foi nesse aspecto muito importante, pois deu-me um conhecimento mais profundo sobre o controlo de uma máquina, velocidades, aberturas e reconhecimento de luz, conceitos estes completamente desconhecidos até então. Não obedeço a muitas normas, tento captar aquilo que uma imagem me faz sentir e transmiti-lo na fotografia, jogando com a luz e o enquadramento para dar ênfase ou dramatismo à imagem, tentando sempre ter o cuidado de não deixar passar uma fotografia desfocada, tremida, estourada, ou com qualquer outro detalhe de desleixe. Tenho aprendido muito e espero daqui a uns anos poder olhar as minhas fotografias e pensar o quanto melhorei até então; por hora, sugo todo e qualquer conhecimento, crítica ou conselho que posso obter, e considero que, tal como já Ansel Adams referia, cada experiência é uma excelente forma de explorar, e a cada fotografia que publico, assimilo informação a ter em conta na próxima. Acima de tudo, gosto de fotografar.In english soon.
Entre muitas paixões, a fotografia tem-se evidenciado como a mais marcante. O meu interesse foi-se desenvolvendo desde muito cedo e em ambiente familiar, uma vez que o meu objecto de eleição em nossa casa era a máquina fotográfica reflex analógica do meu pai, uma Minolta Dynax 7000i, que curiosamente foi lançada exactamente no ano em que eu nasci. A determinada altura, aquando do meu aniversário, recebi como presente a minha primeira máquina fotográfica, uma Konica Minolta analógica, que tinha um formato semelhante ao de uma caixinha de fósforos, de tão compacta. Recordo-me que fotografava tudo o que me chamava a atenção, experimentando todos os enquadramentos, e tentava captar tanto quanto podia num rolo de trinta e seis fotografias, dando asas indefinidas à criatividade que tanto queria libertar. Certo é que ainda hoje tenho uma caixa cheia de velhos rolos fotográficos amarelecidos pelo tempo e nunca revelados. Os ponteiros do relógio foram andando e o tempo passou, até que finalmente tive a minha segunda máquina fotográfica, desta vez da era digital: uma Sony DSC-T5 de 5,1 megapixeis com um ecran LCD de 2,5 polegadas. Com esta máquina senti uma forte mudança relativa ao antes e ao depois da fotografia, uma vez que passei a ter acesso imediato a todas as fotografias que tirava, subindo assim a minha capacidade auto-crítica. Começei então a reparar em pequeno pormenores que não me haviam despertado a atenção antes, especialmente no que tocava a retratos, o primeiro género de fotografia a atrair-me. Claro que fazia tudo em modo automático e olhando hoje para trás, foram muitas as asneiras somadas no que toca a luz, flash, focagem e outros detalhes. A minha introdução à imagem digital foi mais baseada num conceito emocional do que nos aspectos técnicos da questão; sempre me fascinaram as imagens que nos tocam o coração ou que de algum modo transmitem sentimentos e emoções assim que as vemos. Adoro um bom retrato, uma expressão genuinamente captada, um momento que é trancado naquela imagem e que podemos ver sempre que quisermos, fazendo-nos recordar esta ou aquela pessoa, este ou aquele acontecimento ou sentimento. Entretanto, comecei a colocar as minhas fotografias online através de um blog, mas este por si só não tinha a visibilidade adequada e era difícil conseguir críticas sobre as minhas fotografias; até que me foi indicado um site de fotografia onde dei início à publicação de algumas das minhas fotografias, e devo confessar que só então tomei alguma consciência da verdadeira dimensão do mundo da fotografia em Portugal, que nunca imaginara ser tão extensa. Ao longo do tempo conheci pessoas com trabalhos excepcionais e com as quais aprendi muito, nomeadamente Miguel Rita (www.miguelrita.com) e Mariza Góis, entre outras, e dei início a uma segunda fase que, a meu ver, faz parte integrante do mundo da fotografia: a pós-produção. Enquanto que ao início publicava online imagens directamente saídas da máquina, mais tarde aprendi a corrigir aspectos básicos, mas de importância extrema, como níveis de cor, brilho, contraste e equilíbrio entre pretos e brancos. Toda a fase de pós-produção é, para mim, e tal como a fotografia em si, uma linha de conhecimento contínuo, em que todos os dias aprendo mais um pouco. Desenvolvi boas amizades no campo da fotografia em Portugal, e com essas amizades surgiram oportunidades de passeios e visitas em grupo em busca da imagem perfeita, assim como uma forte onda de entreajuda e conselhos preciosos que mantenho sempre presentes em tudo o que faço. O relógio continuou o seu percurso temporal, e no ano 2006 recebi dos meus pais o melhor presente de Natal de sempre: um máquina fotográfica reflex digital, ou se preferirem, o sonho de muitos anos. Isto foi, para mim, o início de uma nova era. Aprecio fotografia num contexto geral, dando especial atenção a retratos e paisagens, os meus principais interesses, e , dentro destas áreas, abrangendo conceitos muito variados. Não me consigo cingir a um tipo de fotografia específico e manter-me sempre na mesma linha, julgo que tenho ainda uma grande sede de criatividade e sempre que vejo um bom motivo para fotografar, faço-o, não tendo a preocupação se pertence ou não a um tipo específico de trabalho. Penso que a fotografia é uma sensibilidade e, como sensibilidade que considero, está dependente de momentos e de inspiração. Adoro fotografar, adoro olhar para uma imagem e sorrir, pensando: era mesmo isto; gosto de ver o sorriso no rosto de alguém ao olhar as imagens que os meus olhos captam com a ajuda da máquina fotográfica; gosto das conversas amenas que despoletam as cores do entardecer no papel fotográfico; gosto de me inspirar nas minhas imagens e gosto de fazê-las inspiradas em mim e nos que mais amo. Sou da Ericeira, e nesta terra respira-se tranquilidade, simplicidade e maresia. São três dos aspectos que mais gosto de transmitir nas minhas fotografias.
Jeito é natural, técnica é trabalho
O meu arsenal fotográfico consiste numa Canon EOS 400D, um tripé SLIK SVD 30, um cabo disparador, um porta filtros série P da Cokin e um filtro neutro cinzento degradé G2, P121. No que respeita a software de edição, utilizo frequentemente Adope Photoshop CS3 e ainda Adobe Lightroom para edição em Raw, formato este em que me habituei a fotografar. Sobre técnica, tento aprender o mais possível a cada dia com os mais experientes, contudo, adapto as minhas próprias técnicas aos objectivos a que me proponho, não desprezando de modo algum as técnicas base de fotografia e tentando sempre tê-las em mente em cada passo que dou. A aquisição de uma reflex digital foi nesse aspecto muito importante, pois deu-me um conhecimento mais profundo sobre o controlo de uma máquina, velocidades, aberturas e reconhecimento de luz, conceitos estes completamente desconhecidos até então. Não obedeço a muitas normas, tento captar aquilo que uma imagem me faz sentir e transmiti-lo na fotografia, jogando com a luz e o enquadramento para dar ênfase ou dramatismo à imagem, tentando sempre ter o cuidado de não deixar passar uma fotografia desfocada, tremida, estourada, ou com qualquer outro detalhe de desleixe. Tenho aprendido muito e espero daqui a uns anos poder olhar as minhas fotografias e pensar o quanto melhorei até então; por hora, sugo todo e qualquer conhecimento, crítica ou conselho que posso obter, e considero que, tal como já Ansel Adams referia, cada experiência é uma excelente forma de explorar, e a cada fotografia que publico, assimilo informação a ter em conta na próxima. Acima de tudo, gosto de fotografar.
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©Ana M. Bile Photography 2008-2009 All human and animal rights carefully reserved and preserved.